O título não está errado :). O Monster, maior site de recrutamento dos EUA chega ao Brasil e comete o mesmo pecado de outros “estrangeiros” que tentaram se estabelecer no lucrativo mercado de recolocação, recrutamento e emprego no Brasil. Além de jornalista, já prestei por meio de uma empresa serviços para uma das maiores empresas de recolocação no país, o que me qualifica para dar alguns pitacos sobre a estréia do Monster.
O site segue a mesma estrutura enxuta e de certo modo antiga do site original. Um dos primeiros pecados do site é o “cheiro” de produto localizado. Assim como outros já cometeram esse erro e não foram muito longe como Latpro e Bumeran, fora os casos de outros mercados como AOL, não falar nossa língua é um pecado quase mortal para qualquer empresa que tente se estabelecer por aqui. Quase todo o conteúdo é traduzido do inglês com uma linguagem por vezes estranha, isso quando não escapam expressões em inglês na home do site mesmo (dependendo do público isso pode não fazer diferença, mas se pretendem uma audiência mais global faz).
Como o Cardoso frisou em seu publieditorial, não havia vagas para blogueiros, procurei então por algo um pouco mais fácil como vaga na área de jornalismo e nada… A Catho usa o número espantoso de vagas, assim como outros sites já estão utilizando, para chamariz aos seus produtos pagos. No caso do Monster, mesmo se tratando de um serviço gratuito a primeira vista a falta de vagas em áreas básicas deve afugentar aqueles que chegam ao site, sem falar na url, um pouco difícil para ser lembrada pelo usuário médio.
Um outro ponto negativo, pelo menos nessas bandas, a gratuidade do serviço está quase escondida, basta olhar para o lado ( concorrência) para verificar que mesmo aqueles que tem serviços pagos anunciam com letras garrafais a gratuidade permanente ou temporária dos serviços, e não é a toa, a palavra mágica grátis funciona em qualquer lugar do mundo, aqui mais ainda. Além de deixar muito clara a gratuidade, seria interessante também divulgarem o modelo de negócios do site, afinal se eu não pago, quem paga a conta?
A parte de rede social parece ser interessante, pois há a possibilidade de indicar e ser indicado por colegas e ex companheiros de trabalho e indicação é quase tudo hoje em dia no mercado de trabalho.
Para encerrar, o Monster tem um longo caminho pela frente para vir a ser relevante no mercado brasileiro da mesma forma que já é em outros países, dinheiro em caixa já tem, falta agora um pouco mais de direcionamento ao mercado brasileiro para que haja uma identificação de verdade do usuário com o site. E caso precisem de uma consultoria nosso brecinho é bem baratinho
Ana Paula Padrão assina contrato com a Rede Record para apresentar telejornal diário. Depois de sair do SBT dizendo que pretendia atuar somente com sua produtora de conteúdo, a jornalista voltou atrás. A razão da repentina mudança foi o apelo dos milhares de reais fãs que pediam sua volta para a bancada conforme entrevista na coluna Ooops do UOL. “Eu vi que tinha motivos para voltar: o mercado pediu”, disse Ana Paula. Como aqui não precisamos fazer média, vamos explicar. Os bispos da Universal ofereceram uma montanha de dinheiro para ter o rostinho de Ana Paula na Record, parte da estratégia de imitar a concorrente Globo. Na opinião de diretores da Record, Ana Paula não fixou sua imagem no SBT e o público ainda liga muito o rosto dela a Rede Globo.
Em um mercado muito parecido com o do futebol, no qual meia dúzia faturam horrores e alguns privilegiados são tratados com status de estrelas de cinema, não é de se impressionar a virada de Ana Paula rumo a Record. O SBT historicamente nunca teve um jornalismo forte, com exceção do período no qual Boris Casoy com seu bordão “é uma vergonha”, dava cara aos jornais da casa e dava voz ao que a maioria do povo brasileiro queria falar naqueles momentos de transição da democracia. Silvio Santos contratou Carlos Nascimento e Ana Paula Padrão provavelmente por escutar conselhos de “especialistas” que afirmavam ser impossível o SBT continuar tentando combater a Record sem um jornalismo forte.
É possível sim fazer TV sem um jornalismo forte, temos os canais a cabo, cada um em seu nicho de mercado que estão aí para comprovar a tese, e no caso de Sílvio Santos, que no fundo ainda continua sendo um ótimo vendedor, além de comunicador, sabe que seu público não precisa exatamente de alguém de terno e gravata em uma bancada falando sobre as notícias do dia, principalmente notícias que não dizem respeito a sua realidade do dia a dia. O SBT se deu bem quando inovou, tanto no lado bom com Boris Casoy como no lado ruim com o mundo cão do Jornal Aqui Agora, que marcou uma época do jornalismo ao retratar o mundo cão na TV, coisa que o finado jornal Notícias Populares fazia muito bem e com um bom humor a qualquer prova. Agora resta ao Sílvio Santos tirar mais um coelho da cartola e inovar mais uma vez para tentar tirar o atraso em relação a concorrência.
]]>A Inteligweb entrou no negócio de internet gratuita junto com as demais operadoras na época do boom da internet discada gratuita. Com a proposta de pagar em dinheiro ou algo próximo disso, foi uma das poucas que se manteve no mercado e agora vem sofrendo com a falta de infra-estrutura para atender todos os clientes. A operadora não faz mágica nem dá dinheiro de graça, funciona mais ou menos assim, vamos supor que você é assinante da Telefônica e usa o provedor de internet discada da Intelig para acessar a internet. Cada vez que você se conecta, a Telefônica paga um valor pela chamada “interconexão”, ou seja, devido ao fato do seu cliente estar usando a rede da Intelig a Telefônica deve pagar um valor pelo tempo utilizado. Já que vai receber dinheiro por isso, a Intelig, assim como o Orolix (outro provedor de acesso que paga para navegar) dão uma parte dessa receita para o consumidor. No caso da Intelig, pode chegar até R$0,45 por hora de uso.
O problema agora vem sendo a extrema dificuldade para achar uma linha desocupada nos horários de pico, ou seja, da 0h às 6h durante a semana e aos fins de semana e feriados nacionais o dia todo. Ao serem questionado por diversos consumidores, a resposta padrão da Intelig tem sido a de que estão fazendo o máximo possível para corrigirem os problemas e que em breve tudo deve voltar ao normal. Particularmente não acredito muito nisso porque hoje em dia a conta não deve fechar mais, são muitas pessoas querendo ganhar um dinheiro “fácil” e as empresas que pagam as tarifas de interconexão não devem estar muito contentes por jogar dinheiro fora, pois como agora o número de conexões discadas diminuiu drasticamente a conta que antes se equilibrava de alguma forma, com usuários de uma operadora usando os provedores de outra quase acabou. Estamos tentando um contato com as assessorias de imprensa das empresas de telecom e tão logo tenhamos uma resposta mais real, ao que de fato acontece com a Inteligweb, voltaremos a atualizar esse post.
Além dos problemas já citados no post, agora começamos também a ter instabilidade e queda de conexão abrimos um chamado no suporte e vamos ver no que dá, pediram 9 dias úteis!! para dar um retorno
]]>Blog pautando veículos de comunicação. Parece que o fato acontecerá com maior frequência. Bom para ambos, mas como esse post trata da pirataria e publicidade vamos ao que interessa.
Não há a menor dúvida de que o Adsense foi um marco na publicidade online e também offline. Ao permitir que a dona de casa, o estudante ou qualquer outra pessoa que produza conteúdo, original ou não, ganhe dinheiro (ou não dependendo do que é ganhar dinheiro para você) criou uma revolução na publicidade que ao longo de sua história sempre utilizou um modelo cruel de concentração de verbas, que ainda existe, mas nem se compara ao que tínhamos há dez ou quinze anos no mercado. Nesses tempos longínquos, qualquer publicitário medíocre saberia que não poderia fugir muito da fórmula de direcionar a maior parte do bolo publicitário para a TV, especificamente para a Rede Globo, caso o bolso do anunciante comportasse, o resto da verba iria para o rádio e restante dividido entre outras mídias “alternativas” nas quais se incluía a mídia impressa.
Apesar da democratização, o modelo online não mudou muito, temos concentração de audiência e verba publicitária em grandes veículos online, obviamente o click em uma propaganda no blog da jujuzinha não paga o mesmo que o click do UOL por exemplo. Existem exceções que servem somente para confirmar a regra. Mas agora você me pergunta o que essa tralha toda tem a ver com pirataria? Tudo. Como blogs ou sites independentes poderão ser respeitados se os responsáveis pelos anúncios ainda não criaram uma forma eficaz de verificar qual o destino dos anúncios que eles entregam? Há uma primeira verificação feita por um humano e depois, caso o site decida mudar radicalmente sua linha editorial e ao invés de tratar de um tema como por exemplo dietas para mulheres, começa a veicular fotos de mulheres desinibidas?
A única forma de melhorar a situação é a conscientização dos editores e o diálogo mais aberto por parte de anunciantes (vide adsense, não raro, somos alegremente respondidos por robôs). Quando os editores notarem que a seriedade com que tratam seus veículos de comunicação (pois é isso que blogs ou sites são) tem impacto não somente em sua receita, mas no modo como agências de publicidade e meios de comunicação vêem esses novos veículos para anunciar seus produtos, quem sabe, teremos um cenário melhor, mesmo para os “pequenos” prosperarem.
]]>O monopólio conglomerado Oi-Brasil Telecom mostra as garras e diz a que veio, pelo menos no Paraná. Já tive relatos de algumas vítimas, eu entre elas, do pacote de boas vindas da empresa. Como diversas pessoas, tínhamos um plano que incluía telefonia fixa, banda larga e serviços “inteligentes” com chamada em espera e secretária eletrônica. Na ocasião da assinatura do plano, éramos informados de que existia uma cláusula de fidelidade que permitia a Brasil Telecom a cobrança de um valor X em caso de desistência ou cancelamento do plano antes desse prazo. Não vou entrar agora no mérito da legalidade desse tipo de cláusula que é solemente ignorada pela Anatel, bem como já temos diversas ações julgadas em favor de consumidores que foram lesados por esse tipo de cláusula.
O que temos agora é a cereja desse bolo. Muitos de nós tínhamos esses contratos de fidelidade, no meu caso específico a validade do primeiro era de um ano, ao final desse ano, entrei em contato com a Oi-Brasil Telecom e foi oferecido um contrato mais vantajoso (mais velocidade e franquia) pelo mesmo preço ou até menor que o anterior. Até aí tudo bem. Há dois meses atrás fui surpreendido por uma conta de telefone absurda, com os valores do pacote que eu comprei cobrados de forma integral. Entrei em contato com a Oi-Brasil Telecom e prometeram enviar a fatura “corrigida”. Passado o prazo legal, dei uma bobeada e esqueci dessa conta, a Oi-Brasil Telecom não enviou a conta corrigida e no mês seguinte fui brindado com a nova conta cobrada de forma integral. Entrei em contato com a Brasil-Telecom novamente e aí começou o festival do terror.
No último contato, o operador disse que não havia nenhum pedido de correção no sistema e agora eu tinha duas contas com o valor integral do plano, cerca de R$600 por adsl de um mega mais assinatura básica, secretária eletrônica e chamada em espera. A operadora, que provavelmente queria ser demitida, me informou que o meu plano havia vencido, a fidelidade acabado e a Oi-Brasil Telecom resolvido acabar com o desconto, sem aviso prévio. Ao questionar que na assinatura do contrato não foi informado que ao final da fidelidade os preços voltariam ao normal, a operadora quase sorridente falou “você acha que eles iriam te avisar”? . Eles não avisaram, e assim fica convencionado que o otário consumidor deve adivinhar quando a operadora de telefonia mudará a política de preços.
Me recusei a pagar por um serviço cujo valor integral nunca foi informado. Eles prometeram uma revisão. Pela postura dos operadores, digo operadores pois falei com mais de um (cada um deu uma informação diferente) parece ser difícil eles reconsiderarem. Sugiro que caso tenham planos de fidelidade da OI-Brasil Telecom retirem a conta do débito automático. A minha já não está desde o ano passado, quando por dois meses seguintes a OI-Brasil Telecom cobrou o valor integral de um plano de fidelidade sem desconto algum. Espero desde então a devolução da quantia em dobro, fato que não ocorreu até hoje e que provavelmente não ocorrerá até que eu entre com uma ação na justiça. Como já imaginava que eles pisariam na bola, o que de fato aconteceu, aproveito a ida à justiça para cobrar os valores devidos do ano passado mais o desse ano caso resolvam cobrar novamente, isso sem contar os danos morais referentes às muitas horas perdidas ao telefone falando com centenas de operadores que nunca resolveram nada.
]]>Os fumantes do Brasil foram surpreendidos pelo aumento brutal na nova tabela de preços que entrou em vigor recentemento. Por exemplo, um fumante da marca Hollywood que há pouco tempo desembolsava apenas R$ 2,60 para manter seu vício, viu ele aumentar para R$ 2,90 e agora para absurdos R$ 3,70. É concenso entre especialistas de que um dos principais obstáculos para a diminuíção do número de viciados em cigarro no país era o preço ridiculamente baixo do produto.
No seu blog Daniel Becher, nosso amigo de vício mostrou sua revolta com a “desculpa” usada pelo governo para o aumento, mas infelizmente é verdade, aumentar o cigarro diminui o número de fumantes cientificamente falando, para cada 10% de aumento no preço temos uma diminuição de 4% na venda de cigarros.
Já que o aumento é irreversível, temos algumas alternativas, torrar um bom dinheiro ao continuar fumando a mesma marca, usar uma mais barata, apelar para os paraguaios, conhecidos como mata-ratos :S ou então a alternativa mais barata e eficaz, para de fumar.
Ok, não, não é fácil parar, tanto que pesquisas indicam que mais de 80% dos fumantes gostariam de parar, mas o cigarro é uma droga poderosa e libertar-se do vício não é das tarefas mais fáceis, basta ver os diversos casos de alcoólatras, viciados em drogas em geral, que conseguem se livrar do vício da droga ou do álcool e nem cogitam tentar parar com o cigarro.
Antes de jogar as pedras…. sou fumante, logo sei sobre o que estou falando. Já consegui ficar parado um ano e o começo é um inferno mesmo, mas sei que é possível, basta pesquisar na net ou utilizar algumas das ferramentas que vou indicar nesse post e que pretendo usar em breve, para vermos que é possível parar de fumar.
Primeira dica - Depois que conseguir parar de fumar, NUNCA, coloque um cigarro acesso na boca. O mito do “só unzinho” não existe. O só unzinho vira só doizinho e depois um macinho e lá se foi o parar de fumar. O fumante não tem controle sobre o vício, assim o único jeito de parar de fumar é parar de fumar.
Segunda dica - É possível parar de fumar sem utilizar medicação. Caso você tenha alguma restrição em relação aos remédios que estão no mercado ou não tem dinheiro mesmo (apesar de que o dinheiro que você gastaria com cigarro pode ir para a medicaçõa) existe um método que tem uma taxa relativamente alta no combate ao vício que é a irmandade anônima nicotina anônimos. Baseados nos mesmos princípios do alcoólicos anônimos usa uma espécie de terapia de grupo, na qual a principal ferramenta para o controle do vício (isso mesmo, tabagismo assim como todos os vícios não tem cura, somente controle) é a partilha de experiências e a utilização dos 12 passos. Caso queira mais informações veja aqui http://www.nicotine-anonymous.org/pubs.php?language=10 ou procure um grupo presencial na sua cidade. Caso não exista grupo na sua cidade, existe um grupo que utiliza uma lista de discussão como se fosse uma reunião presencial (para entrar na lista, basta enviar um e-mail para nicaport-subscribe@yahoogrupos.com.br .
Caso você tenha plano de saúde seja interessante contar com o apoio de um psiquiatra e ou um psicólogo no processo de parada. É o que pretendo fazer. Caso não tenha plano, em várias cidades existem faculdades e centros de pesquisas que oferecem tratamento gratuito para fumantes, basta dar uma pesquisada. Em breve voltarei com mais informações sobre o assunto, porque agora vou fumar ;(.
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Crédito: http://www.flickr.com/photos/funtik/
O título do post não diz muita coisa, mas é mais ou menos assim que me sinto ao iniciar esse trabalho, lançando uma garrafa no mar de blogs (ok, péssima metáfora, mas foi a melhor que encontrei no momento). Nossa pretensçao não é pequena mas é com esse primeiro passo que pretendemos utilizar a ferramenta blog para complementar o trabalho dos veículos de comunicação que jogam as notícias para o consumidor para que ele faça sua própria análise. Jornaliz pretende ser um auxiliar na análise das notícias do dia a dia e de assuntos em geral. Com o mote, o mundo complica a gente explica, vamos tentar colocar os assuntos que são destaque de uma maneira fácil e didática. Boa sorte para todos nós
e participe esse espaço também é seu.